Olá, me chamo Bianca Pagliarin. Sou mãe de um mocinho lindo que nasceu em dezembro de 2016, o João Mateus, sou também esposa do João Belucci, advogado e empresário, com quem casei em janeiro de 2015.

Este site é parte de minha missão, a de despertar nas pessoas uma mentalidade de comprometimento com sua própria jornada, a partir de uma decisão firme de viver com responsabilidade por seus próprios atos e escolhas, buscando colaborar ao máximo com as pessoas à sua volta. Esse objetivo de vida, o de trazer clareza, propósito têm tudo a ver com a minha própria autodescoberta acerca da minha identidade e da centelha divina em mim.

 Muitos levam um susto que posso observar no olhar e às vezes preciso dar detalhes para as fazer acreditar, mas há 18 anos, ou seja em 2002, eu passava pela decisão de dar um basta à escravidão pela qual vivi 3 anos de minha vida, o inferno do vício nessa droga maldita que é o crack e que tem o índice de recuperação de menos de 20 pessoas a cada 100 que caem em suas garras.

A mensagem que levo visa, principalmente, despertar de uma mentalidade de autotransformação, colaboração uns com os outros, relacionamentos mais harmoniosos, enfim... Minha missão é trazer clareza, propósito e a identidade como seres capazes de criar a vida a partir do que decidem SER!

Me empolgo mesmo ao falar de transformação, porque eu mesma vivi isso: Foram 4 internações que juntas totalizaram quase 2 intermináveis anos de minha vida e mesmo depois de ter parado com as drogas, eu tive crises intensas de abstinência tanto físicas como emocionais, tanto que acreditava que aquela fissura nunca mais passaria e que nunca nada na vida me traria a “satisfação” que uma pedra de crack trazia. É bizarro, mas é verdade. Frequentei muitas e muitas reuniões em Narcóticos Anônimos, recorri a pedidos de ajuda a minha madrinha na madrugada por muitas e muitas vezes, e coloquei na minha cabeça apenas uma frase: “Se eu usar uma vez só vai parecer que é muito para começar, mas se eu começar, um caminhão cheio de crack não vai ser suficiente para mim.” Enquanto isso, na mesma irmandade, via pessoas recaírem todos os dias, uns até morreram nessas recaídas. Aliás, conheci muita gente que morreu por causa de crack, tanto quanto eu estava na “ativa” como quando entrei em recuperação. O índice de recuperação é de menos de 2 a cada 10 que se viciam, e tudo isso me faz ter a certeza: Sou um milagre. Porém um milagre que não “caiu do céu”. Eu paguei o preço para viver, mas hoje vejo que eu também estaria pagando um altíssimo preço se não decidisse vencer. O preço de não ter uma família, de não ter de volta a confiança de meus pais, de não ter um esposo maravilhoso, de não ter o filho fantástico que é meu menino... É lindo demais pensar que valeu a pena e tem valido, apesar dos diversos desafios. É isso que eu quero despertar nas pessoas, enxergarem que podem viver algo tão lindo que hoje talvez não consigam enxergar, mas que todo esforço vai resultar na conclusão “Uau! Valeu a pena ter saído do piloto automático!”.

Todos temos algum preço a pagar pela realização de nossos sonhos, e isso é o que diz respeito a dar passos na direção do que se almeja. Querer é importante, mas não é tudo. É preciso agir.


(abaixo, você vê fotos da fase em que fui modelo da ford models, o início da minha independência mas ao mesmo tempo o a acentuação dos problemas de baixa auto estima)
Abaixo, rosto abatido, olhar vazio e o inchaço de estar vivendo para me autodestruir com álcool e drogas.
Milagres acontecem. Para uns, instantaneamente, para outros, ao longo de um esforço consistente. Eu faço parte da turma do esforço e da boa vontade.
Abaixo, fotos de meu casamento e meu fillho.
Bianca Pagliarin é palestrante motivacional, pastora líder de mulheres da Comunidade Cristã Paz e Vida, além de embaixadora e ministrante autorizada do treinamento CIS Educar, ao qual vem se dedicando a cada dia mais, para evitar que jovens sigam o mesmo caminho que ela. Um exemplo vivo de um milagre e seu trabalho busca propagar a mensagem de que qualquer pessoa pode ter sua vida transformada através da fé e da autorresponsabilidade, tendo decisões inegociáveis acompanhadas de atitudes certas.
Via Assessoria de Imprensa