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O lado bom da Inveja

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O lado bom da Inveja

É super comum dizermos “fulana tem muita inveja de mim”, mas jamais “nossa, eu sinto uma inveja de tal pessoa!”

Já reparou como é muito menos comum dizermos que a inveja está dando as caras em nossa mente? Pois é, porém, o que os especialistas em comportamento humano dizem é que a inveja é uma emoção universal.

Mas, será que existe algo de bom em sentir inveja?

A inveja se conecta a um instinto de sobrevivência, ou seja, é parte do sistema límbico, relacionando nossos sentimentos a uma competição a fim de observar quais pontos nosso adversário tem que são vantagens sobre nós, e assim, nos prepararmos para um plano B que proteja a integridade física.

Sob esse aspecto, estamos também dotados da capacidade de sentir inveja a fim de buscarmos maior desenvolvimento de nossas habilidades, alcançando resultados que, sem sentir a inveja da habilidade que o outro tem e eu não tenho, antes eu sequer iria buscar.

Sendo assim, quando eu vejo que uma amiga conseguiu se formar, estudou, batalhou, e finalmente está exercendo sua profissão dos sonhos, essa “inveja” é, na verdade, apenas uma maneira de sinalizar a mim mesma que eu posso ir além da posição em que me encontro! É muito possível lidar de maneira positiva com essa inveja e sair da zona de conforto: me inscrever para um vestibular, me esforçar para estudar, planejar os recursos necessários e arregaçar as mangas para “não ficar para trás”. Da mesma maneira, aquele cara que está há séculos “encalhado” e que se dá conta que um amigo com o mesmo perfil que ele encontrou uma mulher incrível, está com casamento já marcado e feliz da vida, postando em suas redes sociais que a lua de mel será em Fernando de Noronha… rs… E ele, o amigo que continua encalhado, ainda chorando porque a mulherada de hoje em dia não quer nada com nada… Ao olhar aquele post na rede social de seu amigo, aquela inveja vem forte e alfineta o coração.

De que maneira esse cara poderia aproveitar bem a inveja? A melhor maneira de aproveitar esse sentimento seria entender que a “senhorita perfeita para mim” não irá bater à porta da casa dele dizendo “oi, amor! Cheguei, desculpa a demora… era o transito!”… Não! Isso não vai acontecer, amiguinho! Mas já imaginou se a inveja o movesse para se cadastrar num site de relacionamentos sérios? Ou se começasse a procurar entre os amigos, alguém que ele pudesse ver que está solteira, e pedisse que essa pessoa em comum armasse de os apresentar? É por isso que eu garanto para você: a inveja não é completamente ruim, ela tem sua razão de existir!

 

Bem, pelo menos, foi por essa razão que o nosso Designer Criador nos deu esse instinto. Porém, em nossos dias, com tantas pessoas que postam suas vitórias, a beleza, a felicidade e sucesso nas redes sociais, temos na inveja a raiz de uma série de complicações.

Entenda isso: o que você faz com a inveja que sente… depende apenas de você. E o que você faz com a inveja que sentem de você… Também depende de você! Minha sugestão é: se alguém sente inveja de você, evite comentar sobre seu sucesso, mas se mesmo assim tem coisa que acaba chegando na invejosa, simplesmente ore por ela. Pode ter certeza: a inveja dela está trazendo um sofrimento muito maior a ela própria do que a você!

Nem toda inveja é prejudicial. Existe um “tipo de inveja” que pode ser estimulante, por levar a pessoa a perceber que pode ir além. É uma inveja que mais tem a ver com desejar TAMBÉM ter o que o outro tem, no sentido de que, você não quer que a pessoa perca nada. Você quer que ela continue crescendo e que você TAMBÉM cresça assim como ela, porque a pessoa te inspira. Ao ser usada de modo estratégico, esse tipo de inveja irá te impulsionar a agir de modo mais enérgico e ousado. Porém, a inveja maliciosa, prejudicial, é quando não tem nada a ver com querer também evoluir. O invejoso aqui, se empenha em denegrir o alvo de sua inveja, se esforça para destruir e derrubar alguém, desejando que essa pessoa perca aquilo do que ela sente inveja. Em outras palavras, a inveja pode ser: 1. Uma ferramenta poderosa para o seu crescimento e superação pessoal ou 2. Uma arma de destruição e morte.

A alternativa escolhida… Só depende de VOCÊ!

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Bianca Pagliarin

Palestrante, Formada como Coach e Master Coach pela Febracis , bacharel em Comunicação Social pela Fiam Faam, Radialista, Locutora e Apresentadora pelo Senac, Pastora, Embaixadora do C.I.S Educar - treinadora oficial dos workshops Jeito de Viver Família (8h ou 16h de duração) e da palestra Como Criar Filhos Felizes e Fortes Emocionalmente (2h).

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